sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Musas

Asia Argento nasceu em Roma a 20 de Setembro de 1975. É filha do realizador italiano, Dario Argento. Aos oito anos publicou um livro de poemas e aos catorze, fugiu de casa. Em várias entrevistas, Asia, refere que não tem uma ligação muito forte com o pai.

Aos nove anos teve o seu primeiro papel cinematográfico. Recebeu o David di Donatello (equivalente ao Óscar) pelo seu desempenho no filme "Perdiamoci di vista!" de 1994. Neste mesmo ano estreou-se atrás das câmaras, ao realizar duas curtas metragens, " Prospettive" e "A ritroso". A partir do 1998 começou a integrar filmes de língua inglesa, como por exemplo "B. Monkey" e "New Rose Hotel", com Christopher Walken.

Em 1996, Asia, realizou um documentário sobre o seu pai, Dario Argento, que lhe valeu um prémio no Festival de Filmes de Roma. A sua primeira longa metragem surigu em 2000, de nome "Scarlet Diva". Quatro anos mais tarde voltou ao lugar de realizadora e dirigiu o filme "The Heart Is Deceitful Above All Things", baseado num livro de J.T. LeRoy.

Para além da sua carreira como actriz e realizadora, Asia, escreveu inúmeras histórias para várias revistas, entre elas, "Dynamo" e "L`Espresso", enquanto que o seu primeiro romance, "I Love You Kirk", foi publicado em Itália em 1999. Asia é também a "cara" da marca "Miss Sixty".

A nível pessoal, Asia é mãe de uma menina, Anna Lou, nascida em 2001. Asia deu o mesmo nome da sua meia-irmã, que morreu num acidente de mota, à sua filha.

Para o presente ano, Asia tem três filmes em produção, "De La Guerre", "Giallo" e "Coin Locker Babies".

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Oscars

Já vem com algum atraso, mas cá está o "post" sobre a entrega dos Óscares. Noite de domingo, ou melhor madrugada de segunda, a dentro, lá fui vendo mais uma cerimónia dos Óscares, transmitida pela TVI. O início da transmissão foi dedicado à tradicional passadeira vermelha e a tudo o que por lá passava, actores, actrizes, etc.
Falando sobre os vencedores da cerimónia, não posso ficar desiludido, com a vitória de uns e a derrotas de outros. Como já tinha referido no "post" sobre as minhas apostas para os vencedores, não vi nenhum dos filmes que tinham nomeações para as principais categorias, daí que a minha "escolha" por este actor, esta actriz ou aquele filme, baseava-se pura e simplesmente no meu gosto pessoal.
"No Country for Old Men" foi o grande vencedor da noite, o filme dos irmãos Coen levou para casa quatro estatuetas, melhor filme, melhor realizador (Joel Coen e Ethan Coen), melhor actor secundário (Javier Bardem) e melhor argumento adaptado.
Um dos aspectos que gostaria de referir, foi o facto dos prémios para os actores terem sido atribuídos a actores não americanos, Daniel Day-Lewis (melhor actor), Marion Cotillard (melhor actriz), Tilda Swinton (melhor actriz secundária) e o já anteriormente referido Javier Bardem.
Um último destaque para a categoria de melhor argumento original, onde Diablo Cody, venceu pelo argumento de "Juno".
É claro que não poderia falar sobre a 80ª cerimónia dos Óscares sem falar do seu apresentador, o grande Jon Stewart. Gostei bastante da sua prestação, bem como já tinha gostado da sua primeira experiência ao leme da cerimónia. Penso que esteve num nível bastante elevado e conseguiu manter o nível ao longo de toda a emissão, a "cumplicidade" com Steve Carrel foi um dos momentos de enorme qualidade das suas intervenções.
Só fico com pena da Cate Blanchett não ter ganho um senhor dourado, mas paciência.

Coisas da iUBI

Só para dizer que passei ao único exame que "tive" que realizar. O que é o mesmo que dizer que o semestre ficou "limpo".

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Desporto

Hoje foi dia de praticar desporto aqui na Fundação. O desporto escolhido para nos exercitármos um pouco foi o ténis. Foi já ao fim da tarde que nos deslocamos, de carro, ao polo de medicina para ai efectuarmos a "jogatana".
Tratou-se de um jogo de pares em que as equipas foram compostas por DA/PL vs LC/JC, ou seja, um jogo C.C. contra Cinema. O resultado não é o mais importante aquando destas nossas participações em actividades desportivas, como tal, não houve vencedores nem derrotados.
Também o NF foi fazer "o" desporto, mas optando pelo basquetebol, dando também uma "perninha" no ténis, desporto com o qual, NF não tem um conhecimento a nível de "como se joga", ou pelo menos não tinha, segundo as suas palavras.
Foi isto a actividade desportiva da semana, sem nenhum episódio peculiar que ficasse na memória, mas valeu o convívo, que é sempre de salutar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Cinema

Ontem foi dia de ir até ao cinema. Já era coisa que não acontecia à algum tempo. O filme que quebrou esse meu afastamento das salas de cinema, foi "Cloverfield", o filme "sem nome" de J.J. Abrams, produtor de séries de elevada qualidade como são "Alias" ou o mais recente "Lost".
Cinco amigos de Nova Iorque organizam uma festa de despedida a um amigo, na noite em que um enorme monstro "desce" até à cidade. O filme é contado do ponto de vista da camera de um deles, tornando-se um documento da tentativa de sobreviverem ao mais surreal evento das suas vidas. Esta é a permissa para o filme que, com o seu trailer já fazia "espumar" muita boa gente pela sua chegada. O trailer já andava pela net à bastante tempo e apareceu como teaser de algo que ninguem sabia o que era. Aos poucos, foi surgindo mais infomação sobre este filme bem como o seu nome, que até à altura dos lançamentos dos trailers na net não existia. Passando a falar um pouco sobre o filme, começo por falar da qualidade dos efeitos especiais que, são fabulosos a todos os níveis, desde o "monstro" que assola NYC, passando pelas (constantes) explosões e conseguinte destruição dos mais variados edifícios, até ao nível sonoro, onde o filme entra num nível assombroso.
Um grande trunfo deste filme foi a aposta em actores desconhecidos para o grande público, contriubuíndo assim para uma maior envolvência do espectador na história, bem como ao utilizar actores menos conhecidos, a realidade e toda a sensação da mesma, foi muito melhor transmitida e sendo essa a verdadeira permissa do filme, na minha opinião, foi plenamente conseguida.
A forma como as filmagens dos terríveis acontecimentos que assolam a cidade são intercaladas com uma prévia filmagem caseira de acontecimentos "amorosos", cria uma certa afinidade com as personagens e todo o seu lado humano, não que nesta altura seja necessário, mas essa ideia da relação humana, vem reforçar toda a empatia que nós, espectadores vamos criando ao longo do filme com as personagens do filme.
Em jeito de opinião pessoal, posso afirmar com toda a propriedade que fiquei "abismado", deslumbrado com "Cloverfield". É a todos os níveis um filme a ver, rever e ver novamente, são 80 e poucos minutos de puro gozo cinematográfico. Por fim acho que é altura de dizer que depois do que o senhor J.J. Abrams fez na televisão com as séries que criou, a sua chegada à 7ªarte é muito bem vinda.


Good old days

Se calhar é um exagero a quantidade de videos que vou colocar num só "post", mas todos eles merecem ser aqui destacados, afinal representam uma geração que cresceu a ver e a admirar estas séries.
Aqui ficam algumas das séries mais emblemáticas da minha juventude.













Back to Covilhã

Pois é, estou de novo na serra. Depois de uma semanita e pouco a recarregar baterias na territa, estou de novo pela Covilhã. O meu regresso à Covilhã marcou também o meu regresso às viagens de expresso, coisa que já não fazia há bastante tempo e, se há uma coisa que não tem a minima piada em andar de expresso é ser mandado parar pela BT numa operação STOP, daquelas que levam uma eternidade e que é bem capaz de arruínar a vida a muito boa gente que, com esta paragem não programada chegará atrasada ao seu destino, pois bem foi isso mesmo que me aconteceu ontem à saida do Fundão, a paragem foi coisa para durar uns bons 30 minutos, que fizeram com que o expresso se atrasasse um bom tempito, mas pronto.
Mas cá estou pela serra, para mais um semestre de árduo trabalho, de muito estudo e alguma, não muita, festa.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Momento musical

Aproveitando o estado do tempo, chuvoso, deixo aqui mais um momento musical, neste caso sobre os Garbage, banda que eu gosto bastante.
A banda é "liderada" pela magnifica Shirley Manson (que em breve será falada aqui neste blog, na secção Musas), que dá voz a canções poderosas. O primeiro álbum "Garbage", de 1995, atingiu um enorme sucesso, tendo vendido mais de 5 milhões de cópias em todo o mundo. O album seguinte "Version 2.0", de 1998, também teve um grande sucesso um pouco por todo o mundo, vendendo, novamente, mais de 5 milhões de cópias em todo o mundo.
O sucesso dos dois primeiros albuns não aconteceu com o terceiro "beautifulgarbage" lançado em 2001, levando a banda a passar por algumas divergências e que quase culminava com a separação em 2003. Voltaram em 2005 com "Bleed Like Me". De seguida decidiram fazer uma pausa, que fizeram questão de dizer que não era uma separação mas apenas uma pausa na carreira da banda. Reuniram-se em 2007 para lançar o album de "greatest hits", "Absolute Garbage".
De uma forma muito sucinta, ficou aqui aquilo que Shirley Manson e restantes membros dos Garbage fizeram na sua carreira de mais de uma década.
Como está de chuva um pouco por todo o lado, penso que o videoclip que aqui deixo seja o mais apropriado tendo em conta o estado do tempo, sem mais demoras, aqui fica.



Chuva

Pois é, finalmente choveu. Começou ontem de tarde e ainda não parou, o que me fez passar estes dois dias em casa, o que até nem é mau, a única coisa que lamento é que a chuva só tenha chegado agora, bem que podia ter chovido durante a semana passada, para assim tirar mais gozo da "volta de mota", mas pronto, espero que pela Páscoa os "caminhos" estejam alagados e que os ribeiros levem boa água.

Filmes catitas

Quentin Tarantino escreveu e Robert Rodriguez realizou, "From Dusk Till Dawn" é um filme portentoso, como seria de esperar vindo destas duas mentes. Já tem alguns anitos, as suas sequelas nunca chegaram ao elevado nível que o original atigiu, mas é sempre bom rever este filme. Convém dizer que tem George Clooney como um dos actores principais, em tempos ouvi um amigo meu dizer que "devia tar com falta de trabalho e de dinheiro para entrar neste filme", isto porque este é um filme diferente do que Clooney está habituado a protagonizar, desde logo, o seu papel é o de um foragido á justiça, portanto não é o "típico" George Clooney.
Quero destacar a presença de QT no elenco do filme como irmão de George Clooney e onde QT, protagoniza, com Julliete Lewis, umas das melhores frases de sempre da história do cinema:

Kate: Where are you taking us?
Richie: Mexico.
Kate: What's in Mexico?
Richie: Mexicans.

Penso que com este diálogo fiz a introdução apropriada para este portentoso filme.
Aqui fica o trailer:



domingo, 17 de fevereiro de 2008

Andar de mota

Finalmente, pude ontem, voltar a exercer essa nobre actividade que é o "andar de mota"! Foi ontem, sábado, por voltas das 14h30m, que arrancamos para mais uma aventura motociclística. Como é tradição, antes de arrancarmos para a "volta de mota", verificamos todos os aspectos técnicos inerentes aos nossos veículos, passando, da tradicional inspecção a tudo o que é componente da mota até à tradicional compra da gasolina e posterior "atestamento" do depósito.
Com as verificações técnicas realizadas, lá fomos nós para trás da escola (local de partida das nossas aventuras "motards"), mas devido ao avançar da hora e à falta de dois elementos que tinham ido "buscar as motas à garagem da avó", lá tivemos que descer até ao ribeiro para ai sim iniciarmos a nossa volta. Uma curiosidade, antes de arrancarmos, encontrei um elemento habitual das nossas voltas que não quis ir connosco, porque e passo a citar "voçes vão de bicicleta", de referir que este elemento tem uma mota Honda cr 250cc e , como foi o caso ontem foi dar a sua volta numa Honda 400 fourtrax(moto 4).
Lá fomos nós, quatro elementos, convém dizer que outros dois habituais companheiros de aventuras não poderam ir por motivos de força maior, um deles encontramo-lo a meio da "volta", a montar uma aramada.
Antes desse encontro já um elemento tinha tido problemas técnicos, o escape saltou, o que fez com que tivesse que voltar a casa a "escape livre" para atar o escape melhor com as famosas braçadeiras da CEE (vulgo arame). Lá continuamos nós até à barragem da Bragança, local onde esperamos pelo elemento azarado, enquanto esperávamos, decidimos ir até há "recta dos Cotovios" (local dos picanços) onde aceleramos as motas ao máximo das suas capacidades, devo dizer que a minha experiência não me permitiu ombrear com um elemento mais desenvolto na condução de uma "cáibra".
Depois do "picanço" voltamos atrás e encontramo-nos com o elemento azarado e retoma-mos o percursso habitual e previamente deliniado. No resto da "volta" não aconteceu mais nada de especial, com isto quero dizer que não houve quedas, que é sempre muito possível de acontecer, não houve nenhum problema técnico nem a tradicional "falta de gasolina".
Concluímos a "volta" relativamente cedo, visto não terem acontecido os tradicionais "azares" e, ao chegarmos á vila, quando cada um ia para seu lado montados nas motas, mas com elas desligadas, foi-nos dito que "eles andavam ai", ou seja, a GNR andava na terra. Mas lá conseguimos chegar a casa sem nos depararmos com os agentes da autoridade.
Pronto, a modos que foi isto, o regresso da minha pessoa ao mundo das motorizadas.
Agora só para a Páscoa.

Alentejo

Glorioso

Vencemos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Musas

Scarlett Johansson nasceu em Nova Iorque no dia 22 de Novembro de 1984.
Conta já com um currículo vasto a nível cinematográfico. O seu primeiro filme foi "North" em 1994, a partir daí, construi um vasto curriculo. Sofia Coppola em 2003 deu-lhe o papel de "Charlotte" em "Lost in Translation" onde brilhou ao mais alto nível ao lado de Bill Murray.

A partir desse momento, Scarlett tornou-se uma estrela de Hollywood, seguiram-se várias interpretações de qualidade, também já experimentou o mundo dos "blockbusters" em 2005 no filme "The Island". Ultimamente tem sido a musa de Woody Allen, com quem já protagonizou alguns filmes. Este ano tem dois filmes a estrear, "The Other Boleyn Girl" e "Vicky Cristina Barcelona".
Scarlett ainda tem tempo para experimentar outras "actividades", vai lançar-se, ainda este ano, na indústria musical com um albúm de versões de Tom Waits e com uma música de sua autoria.

Momento musical

The Prodigy. Em 1997 a banda britânica lançou o albúm The Fat of the Land, que teve um enorme suceso sendo número um em vários países, nesse albúm encontram-se várias músicas de grandíssima qualidade, incluíndo esta que ficou ainda mais conhecida pelo seu portentoso videoclip. Só para se ter uma ideia, este videoclip foi considerado o mais controverso a passar na MTV.
Penso que por esta altura já é compreensível de que vídeo estou a falar, por isso aqui fica.
Devo dizer que apesar de gostar bastante da música não é a minha favorita, essa fica para outra altura. Deliciem-se.


Maravigliosa Creatura

Já não passa na televisão, pelo menos eu não o tenho visto, mas este anúncio do Fiat Bravo é qualquer coisa.
Ah, a música também é deveras fenomenal.


Mestre Francisco Costa Gomes - O artista do ferro

"É em Chança que se encontra talvez o último ferreiro de todo o Alto Alentejo.
Mestre à antiga, das suas mãos o que sai é arte.
«Sou um ferreiro artesão» e, quem o diz é Francisco Caldeira da Costa Gomes, 63 anos, que tem oficina que vem do pai no centro da localidade, no nº. 81 do Largo Barreto Caldeira e, é ali que todos os dias cumpre a sua missão de dar vida nova ao ferro, lamentando que «hoje não há quem queira aprender esta arte». «Estes machados são para Castelo Branco», diz-nos enquanto continua as peças que confecciona à antiga. São machados de tirar cortiça e há-os parecidos nas lojas, «mas depois partem-se», enquanto estes duram uma vida de trabalho.
«Comecei a trabalhar com 12 anos, e nisto ou se começa cedo ou não se aprende». É ávida quem o ensina, pois não é com 16 ou 18 anos que se começa a aprender uma arte que leva tantos anos a dominar, repleta de segredos de tempos longínquos, que os segredos da têmpera só ensinam a um filho ou a um aprendiz que dê garantia de continuidade.
Aliás, o segredo mesmo está na têmpera e na rapidez com que é preciso trabalhar o ferro quando atinge uma determinada cor.
É verdade que hoje o trabalho escasseia, mas «dá para viver com economia».
«Ainda trabalhei 10 anos no Pereiro (uma herdade)» e também «dois anos na Metalurgia (do Crato), «trabalhei como serralheiro» mas «regressei» para a oficina, porque «esta é a arte do meu coração».
Mestre Francisco Costa Gomes nasceu para esta arte que aprendeu com o pai. E aponta os martelos de vários pesos e dimensões, próprios para cada idade, para mostrar que sendo este um trabalho que se pode considerar pesado, as tarefas são adequadas às condições de cada aprendiz. O que é pena é que não haja quem pudesse vir a ser um bom ferreiro porque as leis não deixam que um jovem possa aprender em tempo oportuno esta como outras artes, confundindo-se isso com exploração infantil.
Hoje um dos problemas do mestre ferreiro «é que já vão escasseando os matérias», é difícil arranjar por exemplo carvão de pedra, que vinha das minas, que era calibrado e que agora não há, e «até os aços já não têm as mesmas medidas».
«O aço vinha da Suécia e agora remedeio-me com alguns restos que por aí há».
Para se trabalhar, o aço tem de ser batido e temperado, e a têmpera – diferente para cada tipo de utilização – é dada com um produto feito à base de sebo de borrego com azeite que faz arrefecer o ferro quando este apresenta uma dada coloração – castanho palha, rosa, azul em vários tons, amarelo… - em função da temperatura que atinge. «E cada aço quer a sua têmpera», diz quem sabe.
São acções de segundos, que exigem muito conhecimento, treino e rapidez, e que «dantes até eram feitas só à porta fechada, para ninguém ver».
Na oficina de Mestre Francisco o chão continua a ser de terra e o cepo em que assenta a bigorna tem mais de 70 anos. Ali se faz tudo o que é possível fazer em ferro, de martelos de calceteiro a ferraduras – que as feitas à máquina não duram nem metade.
«Sou do tempo que não havia soldadura e as peças faziam-se todas inteiriças». «Caldeava-se o ferro», num processo que se «vê pela cor do lume» e depois de pronto «limpava-se com areia».
Cada ferreiro tem a sua marca e Mestre Francisco utiliza «duas estrelas e um i, que já era a marca do meu pai». «Há alturas em que não há serviço» e «vou aproveitando o tempo para fazer uma peça de cada» que se lembra, desde coleiras para proteger os cães dos lobos até machas de todos os feitios, passando por tantas outras peças, que «o meu desejo era fazer um museu».
Por isso está também a recuperar o velho fole, depois, «quando eu morrer, quem ficar que faça disto o que quiser».
A arte já o marcou na carne. «Não vejo de uma vista, porque me saltou um bocado de aço», mas esta é a arte exigente que ama.
«Sou um ferreiro e dizem que sou industrial, pelo menos assim consta nas contribuições.
Mestre Francisco faz tudo o que em ferro é possível fazer, mas o filho não lhe seguiu a arte, como ele seguiu a do pai.
O tempo é outro e está a perder-se, a uma velocidade vertiginosa, valores e até técnicas, como esta de ferreiro, com milhares de anos de conhecimento.
Nem que seja só para apreciar o que Francisco Costa Gomes tem em exposição na sua oficina, e que tanto ensina sobre a ruralidade dos últimos séculos, vale a pena visitar a Chança."
(Texto integralmente trascrito da edição de Janeiro do jornal "Mensageiro de Alter")

Bons velhos tempos (parte 2)

Herman José é sem dúvida um dos nomes maiores da comédia nacional. Apesar de tudo o que se lhe possa apontar como mau, nesta altura ele era o MAIOR. Pena é que momentos como este dificilmente se repetirão, paciência.
Para recordar.





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Glorioso

Pois é, lá vencemos o jogo, mas voltamos a jogar mal e aparentemente, não vi nenhum sinal de mudança. Daqui só para pior, se bem que é difícil.
Sinceramente, nem sem que dizer sobre este jogo, a exibição foi ao nível que já nos habituaram, fraca. A equipa só cria lances perigosos através de jogadas indivíduais, o que é muito pouco para uma equipa que se quer ao mais alto nível tanto em Portugal como na europa do futebol. Mais uma vez o senhor Camacho teve muito bem nas alterações que fez, será que ele não ve como a equipa joga? Será que ele faz substituições à sorte para ver o dá? Não consigo compreender.
Enfim, espero que em Nuremberga façamos um pouco melhor e que do mal o menos, consigamos passar em frente apesar das exibições serem fracas.

O regresso do mestre!

Estavamos no ano de 1968 quando George A. Romero realiza "Night of the Living Dead", o filme notabilizou-se pelas suas cenas de violência demasiado gráficas e que até então não tinham tido precedentes.
A frase "They're coming to get you, Barbara" ficou marcada na história do cinema. Romero realizou este filme com um grupo de amigos e com um orçamento irrisório atendendo aos dias de hoje.
Passado dez anos, em 1978, "Dawn of the Dead" viria como sequela ao primeiro filme de Romero. Este filme contou já, com um orçamento mais avultado, graças à entrada no projecto de Dario Argento, do seu irmão Claudio Argento e do produtor italiano Alfredo Cuomo, que financiaram o filme. Este “Dawn of the Dead” é, no fundo, uma crítica mordaz à sociedade de consumo. Poderemos considerar que “Dawn of the Dead” é a obra-prima de Romero e também a que obteve maior reconhecimento, sobretudo do público, valendo-lhe o título indiscutível de filme de culto.
O sucesso de “Dawn of the Dead” deixou no ar a ânsia de uma nova sequela e sede pelo que poderia ser o próximo passo de George A. Romero na sua mitologia do zombie, que foram saciadas somente 7 anos depois, com um infernal "Day of the Dead".
Apesar do sucesso de "Dawn of the Dead", Romero não consegui mais dinheiro por parte das produtoras. Mas, como sempre, Romero prefere realizar um filme com pouco dinheiro do que vender a sua liberdade de criação à industria cinematográfica. É assim que assina um filme que, devido ao seu aspecto mais intimista que o antecessor, lhe valeu algumas críticas injustas por parte do público, mas que é uma das obras mais estrondosas deste género e aquela que o autor mais gosta.
Com este “Day of The Dead”, George A. Romero conseguiu alcançar um desenvolvimento natural na sua trilogia onde os mortos-vivos, a técnica, a História e os efeitos especiais encontram o espaço para ganhar definitivamente a forma que o mestre pretendia.
Em 2005, George A. Romero volta com "Land of the Dead". “Land of the Dead” descreve um mundo que desta vez está entregue por completo aos zombies. Todas as temáticas deixadas em aberto com "Day of the Dead" têm aqui a sua continuação, que vai assim servir de base para fazer evoluir a mitologia dos mortos-vivos criada por Romero.
Ano de 2008, Romero volta à carga com mais um filme sobre mortos-vivos, trata-se de "Diary of the Dead". Neste filme, a história centra-se num grupo de jovens cineastas que ao rodarem o seu filme de terror, encontram-se com mortos-vivos reais.
Sem mais demoras, aqui fica o trailer.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Glorioso

Moreirense. Este é o adversário que calhou em sorte ao Benfica nos quartos de final da taça de Portugal. O jogo será realizado no estádio da Luz.
Esperemos que o nosso Benfica leve de vencida mais uma eliminatória da taça e que chegue à final no Jamor.

Que raio!!!

Horário para o segundo semestre: uma completa injustiça.
Acordar dois dias seguidos ás 8h da manhã? Onde é que já se viu isto? Espero que seja por turnos estas aulas de manhã, para poder me safar e ter aulas de tarde, a ver vamos.
Mais, cadeiras como psicologia e estetica só estão no curso para prejudicar os alunos. A meu ver eram bem dispensadas do curso de cinema, mas pronto, lá teremos que as ter.

Man In Black

Johnny Cash foi sem dúvida um dos maiores nomes da música. Deixou-nos em 2003, quatro meses após a sua mulher, June Carter, também ter falecido, tinha 71 anos e deixou um enorme legado musical.
Deixou aqui uma das minhas músicas favoritas do " Homem de Negro", "Folsom Prison Blues".


Glorioso

Lá avançamos em frente na taça de Portugal.
Custou mas passamos esta eliminatória, mais uma vez a equipa entrou mal, amorfa, sem atitude, sem personalidade e logo nos primeiros minutos já perdia em casa frente á equipa da capital do móvel. Depois tudo se resolveu com duas grandes penalidades, a primeira, na minha opinião inexistente a segunda bem assinalada, depois contra dez elementos ainda houve alguma passividade no jogo encarnado, mas com alguma sorte e insistencia lá conseguimos chegar ao resultado volumoso que marcava o "placard" final.
Amanhã, por volta da hora do almoço realiza-se o sorteio, vamos ver que calha em sorte ao Benfica e esperar que este chegue à final no Jamor.

Televisão pela madrugada (parte2)

"Entourage" ou em português da Sic, estação onde é emitida, "A Vedeta". Esta é a série que é emitida nas madrugadas de domingo e que me faz ficar acordado até bastante tarde.
A série gira em torno das experiências de um grupo de jovens aspirantes a estrelas de Hollywood, para ilustrar os excessos relacionados com o estilo de vida das celebridades actuais, bem como as dificuldades para encontrar o amor e o sucesso no agitado negócio do espectáculo.
No elenco, a série, conta com um actor que eu gosto bastante, Jeremy Piven, o qual já ganhou prémios com esta série.
De referir ainda que esta série é produzida por Mark Wahlberg.
Aqui fica o trailer.



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Bons velhos tempos (parte 1)

Já lá vai alguns anitos em que o Herman nos fazia rir desalmadamente, como é o caso deste video aqui mais abaixo. Na minha modesta opinião Hemran José nunca mais foi o mesmo desde que trocou a Rtp pela Sic, é claro que na Sic teve momentos de enorme qualidade, mas ficou-me sempre a ideia que faltava ali qualquer coisa.
Opiniões à parte, este "sketch" intitula-se "Pai Natal ou Menino Jesus? O Juiz decide" e, só pelo nome dá para ver o potencial cómico que este "sketch" tem. Convém dizer que na altura Herman estava rodeado de actores de enorme qualidade, como atesta este "sketch" onde participam, José Pedro Gomes, Miguel Guilherme e a sempre presente Maria Rueff.

Deslumbrem-se.